Quando qualquer um - seja aonde for - estender a mão pedindo ajuda...
Quero que a mão de A. A. esteja sempre ali.
E por isto eu sou responsável.

Um Breve Retrospecto

1968 a 1975


Início da Estrutura de Serviços no Brasil, alicerçada em quatro itens:
. Fundação em 20/09/69, em São Paulo, do Centro de Distribuição de Literatura de A.A. para o Brasil - CLAAB;
. Unificação de A.A. no Rio de Janeiro, em 20/06/71, resultando na criação do primeiro Escritório Nacional de Serviços (ENSAA);
. Realização do Primeiro Conclave em São Paulo, no carnaval de 1974, quando o CLAAB foi considerado um Organismo Nacional de Serviços de A.A.;
. Em 1974 o ENSAA do Rio de Janeiro encerra suas atividades.


Esses acontecimentos serviram de ponto de partida para o extraordinário crescimento da Irmandade, considerando-se que houve um aumento de 468% no número de Grupos, percentual inferior apenas ao período de 1962 a 1968, cujo crescimento foi da ordem de 780%.
Na época foram formados Grupos em Brasília (DF), Porto Alegre (RS) e Campo Gran-de (MS).

1975

Realizado o 2º Conclave em São Paulo.
O fundamental foi a fundação da JUNAAB, em 29/2/76, instituída consoante carta no seguinte teor:


São Paulo 1º novembro de 1975.
Estimados Companheiros:
A débil chama ateada por Bill e Bob, há quarenta anos, sem dúvida por inspiração divina, é hoje esplendente luzeiro a espraiar seu brilho pelo mando todo, iluminando o caminho de uma infinidade de alcoólatras em serena sobriedade: homens e mulheres que, unidos pela Fé, pela Esperança e pelo Amor, se empenham, com sincera humildade, em busca de seu aprimoramento espiritual.
No decorrer do quadragésimo ano de existência do A.A. mundial, o CLAAB, por sua diretoria executiva, vem, jubilosamente, congratular-se com os estimados companheiros pela inestimável contribuição desse valoroso Grupo à expansão e fortalecimento de A.A. no Brasil, augurando-lhes um sempre crescente êxito na tarefa de transmitirem a Sublime Mensagem aos alcoólicos que ainda sofrem. O crescimento e a unidade do A.A. em nosso País é uma esplêndida realidade que muito nos sensibiliza e conforta.
O Brasil, contando atualmente com mais de 500 Grupos, deverá proximamente vencer a última etapa do desenvolvimento da estrutura dos Serviços Gerais, consolidando a união dos AAs de nossa querida Pátria, iniciada no memorável Conclave de Carnaval de 1974, com a reestruturação do CLAAB e posse de sua primeira Diretoria Nacional.
Durante o 2º Conclave, o Conselho Diretor do CLAAB, reunido em Assembléia Geral Extraordinária, no dia 10 de fevereiro deste ano, com a presença de 18 diretores (delegados representando 11 Estados, inclusive o Distrito Federal), deliberou sobre a criação da Junta de Serviços Geraisde A.A. para o Brasil, a ser efetivada durante o próximo Conclave a realizar-se em São Paulo, no Carnaval de 1976.
A Junta, à qual o CLAAB ficará subordinado, deverá inicialmente, ser constituída pelos atuais Delegados Estaduais eleitos para o biênio 1975/76, mais os que vierem a ser eleitos para o biênio 1976/77.
A criação da Junta propiciará melhor distribuição dos encargos executivos, com o imprescindível desmembramento das funções ora atribuídas apenas aos dois membros da diretoria executiva do CLAAB, o que trará a desejada e necessária eficiência na execução dos serviços, mormente quanto à presteza no atendimento da correspondência.
A propósito, pedimos muitas desculpas aos estimados Companheiros por nossa aparente desatenção com relação à correspondência, tal como cartas não respondidas ou respondidas com atraso, falhas que lamentavelmente não temos conseguido superar, não obstante nossa dedicação e sincera vontade de servir. Cumpre-nos, outrossim, informar o seguinte:
A imprevista mudança do escritório - por terem os locadores, não obstante haverem prometido uma prorrogação do contrato, solicitado a entrega da sala – acarretou despesas extraordinárias de não pequena monta, com a aquisição de estantes e móveis, pois os que guarneciam o escritório pertenciam aos locadores.
Foram feitas novas impressões dos quatro folhetos e contratada uma nova edição do Livro Grande, que deverá ser-nos entregue em dezembro, conforme prometido pela editora.
Por esses motivos e pelo fato de diversos Grupos e alguns AAs individualmente, inclusive pretensos líderes, terem deixado de pagar literatura que solicitaram para pagamento a curto prazo, desequilibrando, assim, nossas previsões financeiras, fomos obrigados a adiar a publicação de "O Grupo", cujo lançamento será feito, o mais tardar, até a Carnaval de 1976.
Por outro lado, temos a satisfação de, com nossos agradecimentos, registrar as contribuições dos Grupos relacionados em anexo, as quais, neste ano, atingiram a soma de Cr$ 3.275,40.
Apraz-nos, também, comunicar que a dívida do CLAAB para com o GS0 está reduzida a apenas US$391,45.
A criação da Junta de Serviços Gerais nacional é o passo decisivo para a afirmação da maioridade de Alcoólicos Anônimos no Brasil. Por isso apelamos para que todos os Grupos cooperem com seu prestígio em prol da unidade do A.A. brasileiro, nenhum deles se omitindo nas próximas eleições para a escolha dos delegados estaduais.
Que o Poder Superior guie e ilumine a todos nós!
Fraternalmente
P/ CLAAB
Arlindo Mello Bianchi Waldomiro de Oliveira
Diretor Executivo-Secretário.

1976


O chamamento foi atendido mediante a presença de 16 Estados e participação de 27 membros - Delegados Estaduais - que somados aos membros do Conselho Diretor do CLAAB, reuniram-se no salão geral do Hilton Hotel em São Paulo capital, aos 20 (vinte) dias do mês de fevereiro de 1976, assinando o livro próprio de presença, sob a Presidência do companheiro Sigoulf Rau, e tendo como secretário o companheiro Luiz Alves de Araújo Filho, indicados pela Assembléia que se instalava para a instituição da Junta de Serviços Gerais de Alcoólicos Anônimos para o Brasil - JUNAAB, que após a leitura, ampla discussão e as devidas emendas, foram aprovados os tão esperados Estatutos.
No bojo dos Estatutos foram transcritos os Doze Passos e as Doze Tradições, enquanto nos seus artigos, parágrafos e itens regulamentavam o funcionamento da Junta de Serviços Gerais de Alcoólicos Anônimos do Brasil - JUNAAB, consubstanciando que: é uma sociedade civil, sem fins lucrativos de duração indeterminada, com Fórum na Capital da cidade de São Paulo, regendo o seu Estatuto nas disposições legais que lhe forem aplicadas. Tem como objetivo promover a Unidade e continuidade da irmandade de Alcoólicos Anônimos no Brasil.
O Estatuto dispõe que são Órgãos da Junta de Serviços Gerais (JUNAAB) uma ASSEMBLÉIA GERAL, uma DIRETORIA e o CLAAB.
Embora o CLAAB seja subordinado a Junta, é um órgão distinto e autônomo, legalmente constituído, com Estatuto próprio sujeito às disposições aplicáveis em lei, formado por uma Diretoria e um Conselho Fiscal.
A Ata relativa à Instituição da Junta de Serviços Gerais de A.A. do Brasil e respectivo Estatuto foram registrados sob nº 2.519, dia 20/6/76, no Cartório de Registro de Pessoas Jurídicas de São Paulo Capital, enquanto os Estatutos e Ata da Constituição do CLAAB aprovados em 1/3/76, acham-se registrados no 1º Registro de Títulos e Documentos de São Paulo, em data de 30/6/76, sobre o nº 2.548 e anotado sob o número 19.671, Livro A nº 19 do Registro de Pessoas Jurídicas. A Assembléia que criou a JUNAAB, credenciou o A.A. brasileiro a enviar dois representantes para a 4ª Reunião Mundial de Serviços (hoje RSM), em Nova York, em outubro de 1976.

1977

PRIMEIRA CONFERÊNCIA DE SERVIÇOS GERAIS DO BRASIL


Nos dias 05 e 06/04, reuniram-se em Recife(PE) a Junta de Serviços Gerais de A. A. do Brasil em Assembléia Geral Ordinária. Cumprindo as formalidades de abertura, seguiu-se o item 3 da Ordem do Dia, aprovando-se que os trabalhos se desenvolvessem tal qual uma Conferência de Serviços Gerais, formada por Delegados estaduais, pelos membros da JUNAAB e Diretores do CLAAB, que integraram as Comissões, em número de quatro: Agenda, Literatura e Publicações, Finanças e Política e Admissões, iniciativa fruto da experiência trazida da Reunião Mundial pelos dois representantes brasileiros.
Assim é que, desde a aprovação do primeiro Estatuto da JUNAAB e o início dos Serviços Gerais, havia convicção de que essas iniciativas eram temporárias e objetivavam a obtenção de ações de maior alcance e definição. Isso já demonstrava uma recomendação da 1ª Conferência para que os Delegados Estaduais indicassem nomes de membros de A.A. com mais de 10 anos de sobriedade contínua, para servirem como Custódios, e de pessoas não alcoólicas, bem relacionadas com a Irmandade, para funcionarem como membros da JUNAAB - note-se que tais pessoas não foram mencionadas como futuros Custódios não alcoólicos.
Nessa mesma ocasião, Órgãos de Serviços Locais já existentes, se formalizavam estruturalmente e compartilhavam através do recém ativado Boletim BOB, informativo da JUNAAB, as suas experiências. Ainda sinalizando progresso estrutural, este Boletim publicava informações e esclarecimento sobre os Serviços Gerais, particularmente as atribuições do Delegado Estadual e do RSG.
Recomendou-se que o Conclave Nacional de A.A. fosse realizado a cada dois anos, preferencialmente nas capitais, e a Conferência de Serviços Gerais anualmente, alternando com o local do Conclave e a sede de Serviços Gerais - São Paulo/Capital.

1978


Acontecia a 2ª Conferência de Serviços Gerais em Belo Horizonte(MG) e o 5º Conclave, de 20 a 22/03, que adiou os procedimentos para reforma estatutária para posterior deliberação.


1979


A 3ª Conferência de Serviços Gerais ocorreu de 12 a 14/04 em São Paulo, salientando a Constituição de uma Comissão Especial e Permanente para a Reforma Estatutária, cujo trabalho findaria em dezembro de 1981 e seria apresentado na 6ª Conferência de Serviços Gerais.

1980

Em Porto Alegre, de 31/03 a 03/04, acontecia a 4ª Conferência de Serviços Gerais, que confirmou e reforçou a Comissão Especial e Permanente para Reforma Estatutária nos termos da Conferência anterior. Simultaneamente realizava-se o 6º Conclave Nacional.
Alertava ainda aos Grupos, quanto às traduções e publicações que corriam a revelia do CLAAB e demais organismos de serviços, sendo repassadas aos Grupos e a companheiros individualmente, em desrespeito aos direitos autorais. Literatura essa considerada clandestina (pirata).

1981

Nos dias 16 a 18/04 reuniu-se a 5ª Conferência de Serviços Gerais em São Paulo e, como mencionado, recomendou o desmembramento Administrativo Financeiro e Físico do CLAAB/ESG, ficando o CLAAB apenas como distribuidor de literatura de A.A. para o Brasil, enquanto o ESG assumiria de fato os Serviços Gerais (Executivo) de A.A. em nível nacional.

Em 07/11 foi inaugurada a nova sede do ESG, que se desmembrou do CLAAB, constituindo Estatuto próprio, com registro no Terceiro Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas de São Paulo, sob nº 27.091, em 02/10/81, sob denominação de "os Estatutos de Alcoólicos Anônimos do Brasil Escritório de Serviços Gerais S/C. AABESG", que funcionou à Rua Itaipu, 31 - Praça da Árvore - Vila Mirandópolis. Na época, cogitou-se até em adquirir sede própria, o que não aconteceu (felizmente para o nosso bem e para A.A. como um todo).
Ainda neste ano os Conclaves passaram a denominar-se Convenção, por melhor adequar-se à irmandade de Alcoólicos Anônimos.
Registrou-se a uniformização do emblema (símbolo de A.A.), tendo na base do triângulo o 1º Legado - RECUPERAÇÃO; no lado esquerdo o 2º Legado - UNIDADE; no lado direito o 3º Legado - SERVIÇO; e suprimindo do emblema a palavra RESPONSABILIDADE, que não é Legado. Também houve a oficialização das cores brancas e azul para o pavilhão (Bandeira), inserindo-se nosso Símbolo conforme apresenta nossa bandeira atual (o símbolo em azul).

1982


Face as ações havidas nos anos anteriores, nesta 6ª Conferência e 7ª Convenção, realizadas de 05 a 09/04, em Fortaleza(CE), foi discutido e aprovado o tão almejado Estatuto da JUNAAB, que possibilitaria a Alcoólicos Anônimos no Brasil exercitar a ESTRUTURA TRADICIONAL DA IRMANDADE e instituir a Junta de Custódio, composta de seis membros de A.A. e três não alcoólicos.
Recomendou-se também, a tradução e versão do Manual de Serviços Americano/Canadense, para nosso uso experimental e conseqüente adaptação à realidade brasileira.

1983

Na 7ª Conferência de Serviços Gerais em São Paulo, realizada de 30/3 a 1/4, foram eleitos os primeiros Custódios do Brasil, em número de nove, conforme o previsto, sendo três não alcoólicos e seis alcoólicos membros da Irmandade, oriundos dos Grupos, todos para serem empossados na oitava CSG, em 1984.
O encargo de Custódio era questionado porque muitos AAs receavam o comportamento dos não alcoólicos, principalmente no que concerne à condução dos negócios da JUNAAB e nas relações com os Grupos em geral.
Historicamente, os Custódios em A.A. surgiram com a Fundação do Alcoólico, na América do Norte, e precederam a estrutura da Conferência de Serviços Gerais daquele país, que podia receber doações de fora e os doadores abaterem do Imposto de Renda as quantias doadas. Com advento dos princípios, em particular das Tradições, a aceitação dessas contribuições foram abolidas.
Com a publicação e divulgação do Manual de Serviços, em 1983, algumas Áreas iniciaram a implantação experimental da Estrutura de Serviços Gerais, resultando na participação e aceitação dos RSGs. De sorte que nessa Conferência houve abertura para explanação sobre a experiência levada a efeito por essas Áreas, documentada por trabalho escrito e entregue à Junta de Serviços Gerais.

1984


O acontecimento relevante dessa 8ª Conferência de Serviços Gerais, acontecida de 16 a 19/4, conjuntamente com a 8ª Convenção, em Blumenau(SC), foi a instalação da Junta de Custódios, com a seguinte constituição: Presidente da Junta de Custódios - Dr. José Nicolielo Viotti, Custódio Classe A; Jefferson Baptista de Carvalho - 2º Vice-presidente, Custódio classe B; 1º Tesoureiro - Professor Joaquim Luglio, Custódio Classe A; 2º Tesoureiro - Adauto de Almeida Machado, Custódio Classe B; Secretário Geral - Waldir Ferreira Gonçalves, Custódio Classe B; 2º Secretário - José Washington Chaves, Custódio Classe B; Custódios Adjuntos - os companheiros Lúcio Antônio Pinto, Eduardo Guimarães, Custódios Classe B.
Nessa Conferência, houve a abertura para explanação em plenário sobre a constituição da estrutura de Serviços Gerais de A.A. na Área de Minas Gerais, feita pelo coordenador da Área, documentada mediante trabalho escrito e entregue a Junta de Serviços Gerais naquela oportunidade. A experiência mineira motivaria os demais Estados - Áreas - a trabalhar para, igualmente, implantar a estrutura preconizada.

1985


O Serviço de A.A. ganha força e vigor com a formação da Junta de Custódio que passa a reunir-se em Baependi (MG), sob a Coordenação do seu Presidente não-alcoólico, tendo como convidados representantes nacionais sem caracterização de encargos.
Na 9ª Conferência realizada em São Paulo, de 1 a 4/4, a Presidência da Junta, entre os vários informes, ressalvadas as dificuldades e aproveitando experiências de companheiros que anseiam em colaborar, cita a criação dos seguintes Comitês de Serviços da Junta: Finanças, Informações e Relações Públicas, Cooperação com a Comunidade Profissional, Instituições Correcionais, Arquivos e Conferência.
Nessa Conferência foi proposta e aprovada a criação de uma Comissão Especial para Reforma do Manual de Serviços de A.A. para o Brasil, composta de dois membros da Área de Minas Gerais, dois da Área de São Paulo e dois Custódios Regionais, um da Região Sudeste e outro da Região Centro-Oeste.

Abrimos um parêntese para a questão "Dinheiro"
Conquanto, a introdução da Sacola da 7ª Tradição tenha ocorrido no Brasil em 1952, a autossuficiência sempre foi precária, quase nenhuma.
O desconhecimento dos princípios básicos, e o constante crescimento da Irmandade no país, nos seus aspectos dinâmicos e doutrinários estiveram sempre à mercê do arbítrio e interpretação dos líderes da época, que se incumbiram de propagar, o que persiste ainda hoje, que em A.A. não se paga nada - ninguém é obrigado a nada - direcionando enganosamente a liberdade democrática oferecida pela Irmandade, que sugere que o membro para se recuperar deve submeter-se aos princípios. Logo, o próprio membro deve obrigar-se, participando das reuniões, vivenciando os Doze Passos, exercitando as Tradições, entre elas a Sétima, no sentido espiritual e material - doando-se espontaneamente, inclusive com dinheiro.
Devido a essa falta de informação, membros de nossos Órgãos de Serviço viajaram por todo o Brasil, conscientizando, divulgando a Literatura, ao mesmo tempo que angariavam fundos para a sustentação de nossos Escritórios - CLAAB/ESG.

1986


A 10ª Conferência e 9ª Convenção ocorreram de 24 a 26/3, em João Pessoa(PB). Recomendou-se a sistemática de contribuições proporcional para os Órgãos de Serviço, assim distribuídas: 60% para Centrais/Intergrupais; 25% para o Comitê de Área e 15% para a JUNAAB.

1987


Em São Paulo acontece a 11ª Conferência de Serviços Gerais, de 16 a 18/4, tendo como assunto de destaque a apreciação do anteprojeto do Manual de Serviços, adaptado à realidade brasileira, transformando-se a Reunião Ordinária em Extraordinária.

1988


A 12ª Conferência e a 10ª Convenção, realizaram-se nos dias 27 a 29/3, em Curitiba(PR). O assunto prevalecente referiu-se à reforma dos Estatutos da Junta, seguido das eleições de Custódios, Delegados à RSM e apresentação dos relatórios dos Organismos de Serviços da Junta. Fato inédito foi a introdução de uma Comissão de Avaliação da Conferência.
O A.A. Brasileiro assumiu compromissos de apadrinhamento de países africanos como Angola, Moçambique, Guiné, Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, segundo relatou nosso Delegado à RSM. Esclareceu também que quanto a Portugal o trabalho está se desenvolvendo a contento e que, de acordo com informes do CLAAB, já adquiriram mais literatura do que nove de nossas Áreas.
Os estatutos da JUNAAB, com nova redação e analisados todos os capítulos, foram aprovados por unanimidade pela plenária em sessão extraordinária. Isso posto, incontinente, foi colocado em discussão e aprovação o Regimento Interno da Conferência de Serviços Gerais, que identicamente foi aprovado.

1989/1990

A 13ª Conferência foi realizada em Santos(SP), nos dias 22 a 24/3. Mais uma vez tivemos propostas de Reformas dos Estatutos, justificadas para atender às exigências fiscais, considerando que o ESG estava registrado indevidamente como personalidade jurídica, com CGC, quando esta característica deveria ser da JUNAAB. Não obstante protestos da minoria, as alterações foram aprovadas com introdução do Regulamento da Revista Brasileira de A.A. - Vivência. Houve proposta para a revisão do Manual de Serviços, de modo que foi criada uma Comissão composta de quatro companheiros, sendo três Delegados de Área e um Custódio.


Em 1990 realiza-se em Belém (PA) a 14ª Conferência de Serviços Gerais nos dias 08 a 12/4, simultaneamente com a 11ª Convenção. Foi recomendado que nos anos entre as Convenções, as Conferências fossem realizadas na Área Metropolitana da Cidade Sede ou sua circunvizinha (até 200 Km.).
Em apreciação pela Plenária, o Manual de Serviços, com a revisão elaborada pela Comissão Especial de Reforma, foi sugerido e acatado a supressão dos Capítulos I, este com a ressalva de permanecer o RSG, e o VI, de título "AS CENTRAIS ESTADUAIS DE SERVIÇOS – CENSAAs " para ser examinado separadamente, num Encontro Nacional de Centrais/Intergrupais.
O anteprojeto de Reforma do Estatuto da JUNAAB, após discussões e emendas, foi finalmente aprovado, em 13/4 e registrado posteriormente como personalidade jurídica, em Cartório para esses fins.
A Junta tratou de estruturar o Escritório de Serviços Gerais - ESG, de modo que, como Secretaria Executiva da Junta, possibilitasse o intercâmbio não só entre a comunidade A.A. mas também com a comunidade não A.A., transmitido e levando a mensagem da Irmandade.

Para tal fim foram compostos os Comitês relacionados a seguir:
Comitê de Assuntos da Conferência (CAC);
Comitê de Finanças (CF);
Comitê Trabalhando com os Outros (CTO);
Comitê de Informação ao Público (CIP);
Comitê de Cooperação com a Comunidade Profissional(CCCP);
Comitê de Literatura (CL);
Comitê Institucional (CI):
de Instituições de Tratamento (CIT);
de Instituições Correcionais (CIC);
Todos esses Comitês com atribuições definidas.

Cinco anos depois – Plano de trabalho apresentado pela Conferência
Comunicação;
Modernização;
Departamento de Vídeo e Som;
Arquivo;
Estrutura Nacional;
Finanças;
Reuniões da Junta ;
Instalações Adequadas;

Custódio Classe "A" Ação;
CLAAB ;
Vivência;
Bob.
A partir daí os textos das apostilas constituem a História dos Serviços de A.A. no e do Brasil, acrescidas de informações referentes ao A.A. Mundial.

Encontro de Centrais e Intergrupais
No 4º Encontro desses Órgãos de Serviços, realizado em Volta Redonda(RJ), nos dias 13 e 14/10/90, com o objetivo inicial de se criar um Guia de Normas e Procedimentos que evitasse pontos polêmicos no funcionamento, formou-se uma Comissão e se estipulou tempo para apresentação de sugestões.

O 5º Encontro deu-se em Porto Alegre(RS), dias 31/5 e 1/6/91. Considerando que as atividades de CTO estariam afetas às CENSAAs/ISAAs, portanto atribuições dos RIs, que compõe seus Conselhos de Representantes (CRI), formaram-se os Sub-Conselhos (SubCRIs), com um Coordenador denominado Coordenador do Sub-Conselho (CSC), nas unidades geográficas dos Comitês de Distrito para tratar da divulgação da Irmandade, enquanto os RSGs e MCDs cuidariam de preparar o Grupo para receber os visitantes, alcoólicos e não alcoólicos, em cumprimento à Quinta Tradição.

No 6º Encontro nos dias 19 e 20/6/92, em Fortaleza(CE), após as discussões e emendas, o Guia Nacional de CENSAAs e ISAAs foi aprovado e confirmado na 17ª Conferência de Serviços Gerais em Santos(SP), dias 6 a 9/4/93, sendo publicado em agosto do mesmo ano.


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