"Eu sou responsável....
Quando qualquer um, seja onde for, estender a mão pedindo ajuda, quero que a mão de A.A. esteja sempre ali. E por isto: eu sou responsável."

Desenvolvimento dos Serviços Gerais

Desenvolvimento dos Serviços Gerais


Os Serviços Gerais

 

 

 

1952

 

Observa-se que embora incipientes, os Serviços iam lentamente desenvolvendo-se. Para melhor memorizarmos, vejamos os principais fatos ocorridos:

 

. Em 08/12/1952 foram registrados, como anteriormente citado, os primeiros Estatutos da Irmandade no Brasil;

. Foi fundado o Grupo Central do Brasil, que centralizou, durante a década, as atividades de Alcoólicos Anônimos no Brasil;

. Noticiou-se a formação dos Grupos em Belo Horizonte (MG), Nova Friburgo (RJ) e Salvador.

. No período, houve diversas realizações no que concerne à literatura. Divulgação externa, com programas radiofônicos semanais, com a colaboração, em particular, do saudoso Dr. Paulo Roberto (médico do Rio de Janeiro). Instituiu-se a sacola da Sétima Tradição.

. Proliferaram as abordagens, tradução e publicação de literatura, sendo a oficialização e consequente direito de impressão negados pelos Serviços Mundiais de então.

. Ainda entre os anos de 1952 e 1961, contávamos com 10 Grupos funcionando em todo país, considerando a formação de mais 2 Grupos no Rio de Janeiro, o de São Luiz (MA) e em Juiz de Fora e Itajubá, ambos em Minas Gerais.

 

 

 

. 1962 a 1968

 

Trata-se de um período de relevantes reformas nos Serviços, com a preocupação de se formar novas lideranças, expandir-se com novos Grupos e divulgar a mensagem, inclusive continuando no rádio, onde tivemos uma rádio novela sobre A.A.

 

. O Programa Homens, Fatos e Idéias, da rádio Ministério da Educação e Cultura, em junho/62, dedicou-se ao problema do alcoolismo e a Alcoólicos Anônimos. Foi uma espécie de novela falada que se referia à fase crítica de um alcoólico, suas atitudes, seus familiares e sobre A.A., dando ênfase às quinze perguntas (na época), editadas no final do folheto chamado "Branco". Num momento da história, o narrador interrompe:

 “Você que nos ouve poderá ser um completo abstêmio. Poderá ser um leve bebedor social, para quem o álcool não constitui problema. Mas certamente você conhece alguém que não consegue eliminar a própria sede e para quem o álcool é um grande e crescente problema. Apenas no interesse desse seu amigo ou conhecido, a quem estamos tentando levar uma esperança, ouça com atenção algumas das perguntas que A.A. tem a fazer."

Seguia-se o programa com ilustração dos papéis pelos locutores e uma explicação minuciosa, com breve depoimento, proferido por um membro. Em seguida, após as perguntas, como no atual folheto "Você deve Procurar o A.A.?", foi lido o resultado que fala das quatro respostas afirmativas. Durante todo o programa foi amplamente divulgado o número da Caixa Postal de A.A. que já não era mais aquela cedida pela ACM, e sim uma alugada desde 1950. De certo, esse programa contribuiu muito para que Alcoólicos Anônimos recebesse vários alcoólicos pedindo ajuda.

 

 

Outros fatos que merecem realce:

 

 

. Criação das primeiras Intergrupais no Rio de Janeiro, na Paraíba e em Minas Gerais, que pelas suas forças de catalisação ensejaram a formação de novos Grupos em todo Brasil: em Recife, Campina Grande, Goiânia entre outros.

. Surgimento das primeiras reuniões administrativas sistematizadas, grupos temáticos e institucionais, manutenção da divulgação no rádio, salas alugadas, Intergrupais com telefone, primeiros programas na televisão, participação em seminários sociais, reuniões abertas à comunidade, criação e funcionamento de treinamento para Coordenadores de Grupo;

. Reforma dos Estatutos existentes, adequando-os às Tradições de A.A.;

. Realização da Convenção Nacional de A.A no Rio de Janeiro, em 1965, com a participação de seis Estados e, por motivos de segurança, foi patenteada a sigla "A.A.";

. Criação de um Conselho Administrativo de A.A., composto por membros veteranos, que na mesma data realizou sua primeira reunião, elegendo seus membros e providenciando o registro em cartório, com emissão da 1ª Circular para os Grupos e mandando igualmente publicá-la no Diário Oficial.

 

Em fins de 1968 existiam no Brasil 88 Grupos.

 

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